quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

sábado, 30 de novembro de 2013

Vídeo Blog: Quem é o Alfa e o Ômega, o Filho ou o Pai?


A Bíblia chama Deus de Alfa e Ômega em Apocalipse, mas alguns textos parecem se referir ao Filho e outros ao Pai.  Qual é a diferença entre o ensino Cristão e o das Testemunhas de Jeová neste ponto?

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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cristologia e Pneumatologia

Você sabe o que é kenosis? E união hipostática? Jesus se despiu de Sua plena divindade quando encarnou? Ele deixou de ser plenamente homem quando ressuscitou e voltou ao céu? Se Deus não pode ser dividido, como foi que o Pai abandonou o Filho na cruz? A ressurreição de Cristo foi copiada de mitos pagãos mais antigos? Essas e outras perguntas no novo capítulo sobre Cristologia na Apostila de Teologia Sistemática.

Ainda nesta edição, você sabe o que significa pneu? Existe contradição entre a ação do Espírito Santo no livro de Atos e nas Epístolas de Paulo? O Espírito pode ser transmitido pela imposição das mãos? O que é o dom de línguas? Os dons de milagres são para hoje ou cessaram com o fechamento do cânon da Bíblia? Ainda existem apóstolos hoje? Você sabia que existem duas maneiras distintas de ser cheio do Espírito Santo? O que é a blasfêmia contra o Espírito Santo e por que ela não tem perdão? Tudo isso e muito mais no capítulo sobre Pneumatologia.

Baixe o PDF e compartilhe com seu grupo de estudos. Se discordar de algo, me processe...só que não.

Apostila de Teologia Sistemática

domingo, 15 de setembro de 2013

Bibliologia e Teontologia

Já faz algum tempo que não posto artigos aqui no blog. A razão é porque tenho me dedicado à preparação das notas de aula de um curso básico de Teologia Sistemática que estou ministrando no recém aberto Instituto Bíblico Batista no Ismênia. Trata-se de um curso com 2 semestres e 1 hora de aula por semana. Os primeiros capítulos da apostila (Introdução, Bibliologia e Teontologia) estão no link abaixo e podem ser usados como referência para qualquer estudo de pequeno grupo ou EBD. Note que não se trata de um livro e sim de notas de aula, portanto, os tópicos são descritos de maneira sucinta, cabendo ao professor seguir as referências para se aprofundar nos assuntos. Bom proveito.

Apostila de Teologia Sistemática


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Você é cabeça ou escória?

"E o Senhor te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que o Senhor jurou a teus pais te dar. O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado. E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.", Dt 28:11-13

"Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens...Até esta presente hora sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, E nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e sofremos; Somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos.", I Co 4:9-13

E aí, o que você vai ser? Cabeça ou escória? Vai ser como Davi, que morava num palácio, ou como Jesus, que não tinha onde reclinar a cabeça? Como o rico que foi pro inferno ou como Lázaro, que foi pro seio de Abraão?

Na Bíblia, assim como na vida, você vai ver ambos os tipos de pessoas servindo a Deus fielmente, ricos e pobres; saudáveis e doentes; estéreis e mães. Então, o que fazer do texto de Deuteronômio 28? Se Deus prometeu riquezas, por que temos pobres na igreja? Mesmo entre os mais fieis? Os Neo-Pentecostais vão dizer que é por falta de fé nestas promessas específicas, mas os textos do Novo Testamento não dizem isso. Aliás, dizem que:

"Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.", I Tm 6:9

e

"Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam", Mt 6:19

Tiago 2 é outro texto importante, pois condena a discriminação contra os pobres, pois Deus os escolheu para serem ricos na fé. Sendo assim, qual é a resposta para a contradição aparente?

Na verdade, as promessas de Dt 28 só são válidas para quem guardar TODA a Lei e, a rigor, é válida para a nação de Israel, não para qualquer indivíduo. Sendo assim, as promessas se cumprirão no Milênio, quando Israel tiver a Lei "escrita em seus corações". O único jeito pelo qual consigo entender a Bíblia é por meio de uma distinção entre Israel e a igreja e entre as diferentes dispensações, ou seja, os diferentes períodos da história em que Deus revelou sistemas de regras específicas para governar a humanidade.

Um dos pontos específicos do Dispensacionalismo é que Israel e a Igreja são dois povos unidos, porém distintos. Para ilustrar as diferenças, vou reproduzir a seguir alguns trechos de uma conversa que tive com uns amigos sobre dispensacionalismo
e teologia aliancista ou do pacto (não-dispensacionalista). Alguns dos próximos parágrafos são de autoria deles.

É verdade que os autores do Novo Testamento às vezes aplicam à Igreja certos textos originalmente dados a Israel, porque viam um paralelo entre uma situação descrita no Velho Testamento e a que a Igreja vivia. É natural traçar paralelos porque em diversos aspectos Deus lida de forma semelhante com Israel, Igreja ou mesmo indivíduos. Um exemplo disso é Paulo citando Sl 44:22 e aplicando-o à igreja em Rm 8:36. Mas isto não pode ser feito indiscriminadamente; um contra-exemplo em particular são os Salmos imprecatórios, onde ódio e maldições são descarregados sobre os ímpios (e. g. Sl 69:22-28). No Novo Testamento somos ensinados a abençoar os que nos amaldiçoam, dar a outra face e amar os inimigos.

É bastante comum nos meios cristãos a visão aliancista, onde os gentios foram ajuntados aos judeus para formarem uma única nação de Israel espiritual (não terrena/política), sendo que as promessas dadas a Israel no Velho Testamento se cumprem hoje na Igreja, simbolicamente. Pra mim isso é confuso. Somos o corpo de Cristo, o povo celestial de Deus, mas as promessas do Antigo Testamento para Israel permanecem. Vou transcrever abaixo a visão dispensacionalista de Rm 11, conforme Mal Couch:

"Da raiz ou tronco de bênçãos os Judeus, que eram os ramos naturais, foram quebrados pela incredulidade e os gentios, que eram ramos de oliveira brava, foram enxertados no lugar de bênção (v. 19-20). Os israelitas serão reenxertados (na raiz de bênção) se não permanecerem em sua incredulidade  (v. 23). Um endurecimento parcial veio a Israel até que o tempo dos gentios (a época em que vivemos) se complete (v. 25). A raiz representa um local ou posição de bênção. Ela NÃO representa Israel. O texto não fala de Israel como sendo um ramo natural 'de Israel'. Isso não faz sentido. Israel, os Judeus, eram por natureza parte da oliveira, mas foram cortados por causa de incredulidade e os ramos da oliveira brava, os gentios, foram enxertados em seu lugar para receber a bênção, por meio do que eles recebem salvação. Um dia, os Judeus serão reenxertados em seu lugar de direito."

Hoje, não há diferença entre judeu e gentio com relação à salvação, pois tanto um como o outro são salvos pela graça mediante a fé em Jesus e formam um só corpo e um só povo. Mas não se pode descartar o cumprimento das promessas de restauração feitas a Israel, como Paulo mesmo diz em Rm 11:25-29:

"Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. E esta será a minha aliança com eles, Quando eu tirar os seus pecados. Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento."

A maioria dos aliancistas são amilenistas e acham que Jesus não irá reinar literalmente na terra, governando sobre as nações, sendo isso interpretado como linguagem figurada que se refere à glorificação de Cristo logo após sua ressurreição e ascenção. É verdade que Jesus está assentado à direita do Pai, mas não assumiu o trono de Davi ainda, seus inimigos não foram postos por escabelo de seus pés, a igreja não possui a terra de Israel conforme as fronteiras geográficas estabelecidas no Antigo Testamento (veja a postagem A Terra Prometida), a terra não está toda cheia da glória e do conhecimento de Deus, o leão não come palha com o cordeiro, a lua não se tornou em sangue, o sol não se escureceu, o anticristo não se revelou, a pedra cortada sem auxílio de mãos humanas não o esmagou e não se tornou em um reino que cobriu toda a terra; Apocalipse foi escrito no Novo Testamento, ainda não se cumpriu e a restauração de Israel ainda é um evento futuro segundo Paulo. Quem quiser espiritualizar e inventar interpretações para todas estas profecias, que faça isto por sua própria conta e risco. Prefiro não colocar palavras na boca de Deus.

E só para não ficar nem de longe a impressão de que a Igreja de Cristo é inferior a Israel mas que os dois são conceitos bem diferentes:

Em Oséias Deus compara seu relacionamento com Israel ao de um marido com uma esposa infiel, traidora, indigna. Deus a ama, mas ela não liga a mínima para isso, por isso será punida. Em todo o Antigo Testamento o relacionamento de Deus com Israel é assim: bênçãos em troca da fidelidade, maldições em troca da idolatria. Você NUNCA vai ver isso em relação à Igreja. A igreja é a Noiva perfeita de Cristo, é limpa, imaculada, virgem. Não existe maldição para nós! É algo totalmente diferente, é tão diferente de Israel que no início os apóstolos, por vezes, pareciam não saber o que fazer com sua nova "religião". Afinal, houve muitos atritos entre eles por causa dos gentios, até que Deus revelou que somos todos um só corpo agora. Paulo teve que deixar claro o corte definitivo entre judaismo e cristianismo, colocando cada coisa no seu lugar.

O conceito importante a se lembrar é: Israel = povo terreno, Igreja = povo celestial. A eleição de Israel não tinha a ver com salvação da alma, nem regeneração, tinha a ver com Deus ter uma bandeira cravada na Terra e a preparação do caminho para a vinda de Cristo (havia salvação para os fiéis, de Israel ou dos gentios, pela graça). A eleição da Igreja é para salvação da alma e regeneração, tem a ver com peregrinos estrangeiros fazendo o trabalho de embaixadores. Nossa bandeira não é daqui.

Um dia Deus vai mostrar quem manda no planeta, e vai cravar novamente sua bandeira em Jerusalém, através de uma nação bem melhor do que o Israel do Velho Testamento, pois a Lei estará escrita em seus corações, algo somente possível após a vitória de Cristo na cruz. Mas eu não sou desse povo, e não preciso disso. Sou cidadão do Céu e já tenho essa vitória hoje!

Entendo que a salvação pela graça sempre existiu, mas a nova aliança foi feita no Calvário. Os indivíduos da igreja (judeus + gentios) recebem as bênçãos espirituais da nova aliança e a nação de Israel recebe as bênçãos terrenas. A igreja não substitui Israel, a nova aliança é que substitui a velha. Como a igreja nunca recebeu as bênçãos terrenas prometidas a Abraão e repetidas na nova aliança, estas se cumprirão no futuro sobre a nação de Israel. Isso só é complicado de entender se alguém assumir de antemão que Israel nunca será restaurado como nação de Deus. Se este preconceito cair, as promessas e profecias farão muito mais sentido. Alguém aqui acha que Jesus está reinando do trono de Davi com vara de ferro, esmagando as nações?

O que foi escrito a Israel serve de lição para nós, e é por isso que os autores do Novo Testamento usam o Antigo Testamento da forma como usam. Mas manter as diferenças entre Israel e a Igreja ajudam a fugir de muitas heresias. A seguir, algumas diferenças importantes:

Israel: promessas terrenas da aliança
Igreja:
promessas espirituais da aliança

Israel: semente física de Abraão (alguns são também semente espiritual)
Igreja: semente espiritual

Israel: nações vem a ela para serem ministradas (com algumas exceções, e.g., Jonas)
Igreja:
vai às nações para ministrar

Israel: Cristo é o Messias, Rei e Salvador
Igreja: Cristo é o cabeça, Senhor e Salvador

Último discurso de Jesus para Israel: o da oliveira (Mt 24) (qual Cristão teria problema se a perseguição fosse no sábado? Só se for adventista)
Último discurso de Jesus para a Igreja: o da ceia (Jo 13 a 17)

Israel: será julgada (na tribulação) e restaurada (no Milênio)
Igreja: livrada do juízo

Israel: regida por Cristo no Milênio
Igreja: reinará com Cristo no Milênio (não entendo como alguém pode achar que os dispensacionalistas priorizam Israel sobre a Igreja!)

domingo, 23 de junho de 2013

Judeus, Ele é o Messias de Israel!

Segue abaixo uma conversa hipotética entre um judeu (Jacó) e um gentio (Cristiano) sobre a identidade do Messias de Israel. Tentei reunir em um texto relativamente pequeno alguns dos melhores argumentos que tenho encontrado entre os rabinos para explicar porque os judeus não acreditam que Jesus é o Messias. Se alguém conhecer outros argumentos, pode acrescentar nos comentários. Pode-se argumentar que é fácil debater com um "boneco" imaginário, mas acho que esta conversa ajuda como um primeiro contato com o pensamento predominante entre os judeus. E serve também para que os judeus saibam o que os cristãos pensam sobre este assunto.

Jacó: Jesus não pode ser o Mashiach (Messias), pois ele não cumpriu as profecias messiânicas.

Cristiano: Quais profecias Ele não cumpriu?

Jacó: Para ser o Mashiach, alguém precisa [1]:

a) Reconstruir o Beis Hamikdosh (templo) (Ez 37:26-28).

b) Juntar todos os judeus de volta em Eretz Israel (Terra de Israel) (Is 43:5-6).

c) Inaugurar uma Nova Era de paz mundial e dar fim a toda opressão, sofrimento e doenças (Is 2:4).

d) Espalhar o conhecimento do D'us de Israel por todo o mundo (Zc 14:9).

Aliás, Jesus não poderia ter cumprido as duas primeiras profecias, pois nos tempos de Jesus os judeus ainda estavam na sua terra e o templo ainda não tinha sido destruído.

Cristiano: Yeshua (Jesus) vai cumprir estas profecias em Sua segunda vinda.

Jacó: Assim fica fácil, até eu posso dizer que sou o Mashiach. Me peça para produzir qualquer sinal e eu direi que cumprirei na minha próxima vinda.

Cristiano: Mas se você tivesse ressuscitado 3 mortos, curado cegos de nascença, andado sobre as águas, e se tivéssemos ouvido uma voz dos céus dizendo que você é "meu Filho amado em quem me comprazo" e tivesse ressuscitado no terceiro dia depois da crucificação eu acreditaria em você.

Jacó: Milagres não provam nada, toda religião tem alegações de milagres. O que conta é o que está no Tanach (Velho Testamento, que é a Bíblia Hebraica) e não existe no Tanach o conceito de morte do Mashiach, nem duas vindas do Mashiach.

Cristiano: Existe sim. Is 53 fala da morte do Mashiach.

Jacó: Não é verdade, o servo sofredor de Is 53 refere-se simbolicamente a Israel, pisado pelas nações, como fica claro pelo contexto iniciado no capítulo anterior.

Cristiano: Só que o sofrimento de Israel nunca trouxe paz às nações e nunca sarou os povos (Is 53:5), a alma de Israel nunca foi colocada como expiação pelo pecado dos outros (Is 53:10). Uma nação pecadora não pode expiar pecados de outras, Is 53 só pode estar falando do Mashiach, mas é claro que a mensagem é difícil de crer (Is 53:1). Além disso, Dn 9:26 explicitamente fala que o Messias seria cortado e anuncia a data em que isto ocorreria, que bate com a data da morte de Yeshua (veja o post A estrela de Belém). Na verdade, muitos rabinos reconhecem duas vindas do Mashiach.

Jacó: Seja mais específico.

Cristiano: Zc 9:9 fala sobre o Mashiach como sendo pobre, vindo montado em um jumentinho. Para conciliar isto com a imagem do Mashiach vindo sobre as nuvens com grande glória, alguns rabinos reconhecem duas vindas distintas do Mashiach, ou então, dois Messias:

"Se Israel for digno, o Messias virá sobre as nuvens; se não, Ele virá disfarçado de um homem pobre montando um jumento." [2]

Alguns chamam o primeiro Messias de Mashiach ben Yossef (Messias, filho de José) e o segundo de Mashiach ben David (Messias, filho de Davi). Conforme alguns rabinos, Mashiach ben Yossef será morto (Zc 12:10) e um período de grande tribulação se seguirá, após o qual virá Mashiach ben David para inaugurar a era Messiânica de paz mundial. [3]

Jacó: Mas Jesus não pode ser Mashiach, pois ele não satisfaz as qualificações pessoais do Mashiach.

Cristiano: Quais qualificações?

Jacó: O Mashiach é o filho de Davi, mas vocês dizem que ele não é filho de Davi, nem de José, mas que é filho de D'us e Maria. A linhagem da pessoa é transmitida pelo pai (Nm 1:18), não pela mãe. Portanto, a linhagem real de José descrita em Mt 1 é irrelevante, pois ele não foi progenitor de Jesus. Além disso, ela inclui o nome de Jeconias, a quem D'us amaldiçoou para que não tivesse descendentes que se assentassem no trono de Davi (Jr 22:30). Os cristãos também dizem que a genealogia contraditória encontrada em Lc 3 refere-se a Maria, o que não ajuda, pois mesmo que isso fosse verdade, Lc 3:31 atesta que Maria descendia de Davi por meio de Natan, irmão do rei Salomão, e não do próprio Salomão, como profetizado em I Cr 22:9-10. [4]

Cristiano: Então, Yeshua é duplamente Mashiach.

Jacó: Como assim?!

Cristiano: Como José estava debaixo da maldição de Jeconias, seus descendentes naturais não podiam herdar o trono. Mas seu filho adotivo não estava debaixo desta maldição. Assim, por meio de José, Yeshua era legalmente da linhagem real de Davi e Salomão e, por meio de Maria, Ele era da casa de Davi por nascimento.

Jacó: Esta não cola, a descendência não é transmitida pela mulher, mas pelo homem. O Mashiach será um descendente natural de Davi e Salomão por meio de um pai não amaldiçoado.

Cristiano: Isto é um erro seu. Gn 3:15 fala da luta da semente da serpente contra a semente da mulher, que é o Mashiach. Mas, de quem mesmo você disse que o Mashiach é filho?

Jacó: De Davi.

Cristiano: "Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo: 'Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés' (Sl 110:1)? Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho?" (Mt 22:43-45).

Jacó: Você está tentando me confundir, mas não é só isso, tem outros problemas.
O Mashiach será o segundo maior profeta da história, depois de Moisés. Profecias só podem existir em Israel quando a terra estiver habitada por uma maioria de judeus, uma situação que não acontece desde o ano 300 antes da era comum (300 a.C.). Durante os tempos de Esdras, quando a maioria dos judeus permaneceu na Babilônia, as profecias se encerraram com a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias. Jesus apareceu em cena mais de 300 anos após o fim das profecias, portanto não pode ser um profeta.

Cristiano: Onde está escrito na Bíblia que não pode haver profeta em Israel sem uma maioria de judeus na terra?

Jacó: Nossos sábios sempre afirmaram isto.

Cristiano: Então, não está na Bíblia?

Jacó: Temos a tradição oral...

Cristiano: Já sei. Bem disse Yeshua que invalidais a palavra de Deus pela vossa tradição (Mc 7:13).

Jacó: Mas a Bíblia diz que um verdadeiro profeta não pode contrariar a Torah (a Lei) (Dt 13:1-4). A Lei foi dada a Israel como estatuto perpétuo. Quando o Mashiach vier, ele irá guardar toda a Lei e conduzir o povo judeu a fazer o mesmo. Jesus ensinava contra a Torah, portanto, foi um falso profeta.

Cristiano: Yeshua não ensinava contra a Torah. Ele disse que não veio destruir a Lei, mas cumprí-la e que nem um jota ou til cairia da Lei sem que tudo se cumprisse (Mt 5:17). Yeshua veio explicar a Torah e cumprí-la, como você disse que o Mashiach faria.

Jacó: Mas ele não fez isso. Ele violava o sábado, curando pessoas neste dia, o que os rabinos fariseus corretamente condenavam.

Cristiano: É lícito fazer o bem no sábado? Veja o que diz o rabino Simon Glustron [5]:

"A preservação da vida humana tem precedência sobre todos os outros mandamentos no Judaísmo. O Talmude enfatiza este princípio citando versos como Lv 18:5: 'os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observando-os o homem, viverá por eles'. Os rabinos acrescentam: 'viverá por eles, não morrerá por eles.' (Talmude Babilônico, Yoma 85b)"

"Não somos apenas autorizados, mas ordenados a desconsiderar uma lei que conflita com vida ou saúde. 'É um preceito religioso quebrar o Sábado por qualquer pessoa afligida com uma doença que pode ser perigosa; aquele que é zeloso é digno de louvor, enquanto aquele que questiona derrama sangue.' (Shulhan Arukh, Orah Hayyim 328:2)"

Jacó: Mas Jesus deixou seus discípulos colherem espigas no Sábado.

Cristiano: Eles não estavam fazendo a colheita do mês, apenas matando a fome, o que era permitido no Sábado segundo o Mashiach. O Filho do homem é Senhor do Sábado (Mt 12:1-8).

Jacó: Isso é heresia.

Cristiano: Não, se Ele é Deus.

Jacó: Blasfêmia! Vocês dizem que Jesus é D'us, mas nenhum homem pode ser D'us. D'us é um só e é indivisível, além disso, Ele não pode ser morto. Jesus mesmo disse "Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é D'us" (Mt 19:17). A Torah é clara, "D'us não é homem" (Nm 23:19).

Cristiano: É verdade que "Deus não é homem, para que minta", pois Ele não é pecador como os descendentes de Adão. Mas suas dúvidas podem ser sanadas com um estudo do Brit Chadashach (Novo Testamento). Um bom ponto de partida sobre este assunto são os seguintes links:

Judeus Messiânicos, Ele é Deus.

Testemunhas de Jeová ou de Jesus?

Deus criou o universo sozinho?

Jacó: Nada vai me convencer que UM D'us são TRÊS pessoas, isso não faz sentido. E ainda não me convenci da questão das genealogias de Jesus..."

Cristiano: Bem disse o Rabino Paulo de Tarso que não devíamos nos dar a "genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé" (I Tm 1:4) e que não devíamos entrar "em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs". Eu faço minhas as palavras de Tomé a Yeshua: "Senhor meu e Deus meu" (Jo 20:28). Ele é o Deus de Tomé e o meu também.

Jacó: Mas não é o meu.


Referências:

[1] http://www.aish.com/jw/s/48892792.html

[2] Soncino Commentary Series (London: From Genesis to Malachi), citado por Mal Couch, Messianic Systematic Theology of the Old Testament, Scofield, p. 105.

[3] http://www.moshiach.com/discover/tutorials/moshiach_ben_yossef.php

[4] Rabino Bentzion Kravitz, A resposta judaica aos missionários: manual antimissionário. Judeus pelo Judaísmo, 1996.

[5] http://www.myjewishlearning.com/practices/Ethics/Our_Bodies/Health_and_Healing/Saving_a_Life.shtml

sábado, 8 de junho de 2013

Vídeo blog: Judeus Messiânicos, Ele é Deus!




Os Judeus Messiânicos encontram-se divididos sobre vários assuntos, tais como o Cânon do Novo Testamento (Brit Chadashah), se estão ou não debaixo da Lei de Moisés, conforme o Velho Testamento (Tanach), e se Yeshua HaMashiah (Jesus, o Messias) é ou não Deus encarnado. Se você é judeu e crê em Yeshua como seu Deus e Salvador, mas conhece irmãos judeus que estão na dúvida sobre a identidade do Messias, espero que este vídeo lhe ajude a testemunhar.

Shalom.

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sábado, 4 de maio de 2013

Gênesis 1 e 2 de novo


Eu sempre procurei entender a Bíblia de uma maneira direta, literal e usando o que eu entendia ser uma hermenêutica gramatical-histórica. O que está escrito deve ser entendido como está escrito, sem recorrer a interpretações simbólicas, a menos que haja razões no contexto que nos induzam a adotar uma interpretação figurada. Sendo assim, será que uma leitura dos dois primeiros capítulos de Gênesis permite alguma interpretação simbólica ou é tudo literal? Antes de tentar responder, relaciono abaixo algumas perguntas sobre o texto. Este post é uma atualização dos posts Big Bang e Gênesis, e algumas informações são repetidas aqui.

  • No princípio Deus criou os céus e a terra (Gn 1:1). Onde a terra estava? O que havia no espaço? O que eram os céus? Lembre-se de que o firmamento ou expansão, onde Deus mais tarde pôs os astros, só foi criado no segundo dia.
  • No primeiro dia da criação, Deus criou a luz, fez separação entre luz e trevas, e chamou à luz Dia (Gn 1:3-5) e às trevas Noite. Que luz era esta que governava o dia se o sol só apareceu no quarto dia de criação (Gn 1:14-19)? Além disso, por que Deus criou novamente os luminares no quarto dia e fez, de novo, separação entre o dia (luz) e a noite (trevas)? Curiosidade: assim como em português, a palavra em hebraico traduzida como "luz" ('owr) no primeiro dia tem a mesma raiz da palavra traduzida como "luminar" (ma'owr) no quarto dia.
  • O que significa "Deus chamou à luz dia" ou "chamou Deus à expansão Céus"? Por que é importante que eles tenham um nome dado por Deus? Deus falou isto pra quem? Para os anjos? Eles falam hebraico? 
  • Antes da queda o mundo inteiro era um paraíso ou somente o jardim do Éden era um paraíso?
  • Antes da queda os animais eram todos herbívoros no planeta inteiro ou só no jardim do Éden?
  • Quando a Bíblia diz que Adão deu nome a toda ave do céu e a todo animal do campo (Gn 2:19) isto significa todas as espécies do planeta ou só as que habitavam no Éden? Ele fez isto em 1 dia, antes de Eva ser formada.
  • Antes da queda todos os animais eram imortais ou só o homem era imortal? Ou o homem era mortal e só se tornaria imortal se comesse da árvore da vida (Gn 3:22)? 
  • Antes da queda, se um rinoceronte pisasse em uma formiga a formiga não morreria?
  • Após a queda a terra parece ter ficado menos produtiva e cheia de espinhos e cardos (Gn 3:18-19). O que mais aconteceu? Por que a "criação geme" aguardando a "manifestação dos filhos de Deus" (Rm 8:19-22)?
  • No milênio, quando Cristo estiver reinando na terra, "a vaca e a ursa pastarão juntas" e o "leão comerá palha como o boi" (Is 11:7) e "não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte" (Is 11:9; 65:25). Isto significa que antes da queda era assim também? No planeta todo ou só no Éden? No Milênio vai ser assim no planeta todo, só "no meu santo monte" ou isto é linguagem figurada?

Existem respostas para todas estas perguntas, mas não creio que alguém seja tamanha autoridade nas Escrituras para garantir o significado de tudo isto e achar que quem pensa diferente está sendo herege. Eu mesmo tenho teorias para explicar cada uma das questões que levantei, mas não sou autoridade para pregar isto como se fosse verdade. Devemos admitir nossa ignorância a respeito de muitas coisas nos primeiros capítulos de Gênesis, pois o texto é simples, adaptado à linguagem e conceitos do homem da época e possivelmente tem sentido simbólico em algumas partes. 

Algumas vezes, aparentes contradições entre os capítulos 1 e 2 de Gênesis podem ser resolvidas admitindo-se que as palavras podem ter mais de um significado. Por exemplo, em Gn 1, temos a criação de toda "erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera" no terceiro dia (Gn 1:11-13), antes da criação do homem. Já em Gn 2:5-9 está escrito que antes da criação do homem "toda a planta do campo...ainda não estava na terra, e toda a erva do campo ... ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra." Depois, Deus cria Adão, planta um jardim e  põe o homem lá para o lavrar e o guardar (Gn 2:15). Então, quem veio primeiro, o homem ou as plantas? Alguns tentam resolver este impasse dizendo que as plantas mencionadas em Gn 2 são de outra espécie que as de Gn 1. Outros dizem que Gn 2 está ligeiramente fora de sequência e que o jardim foi plantado antes da criação do homem. Outros preferem a seguinte explicação:

Em hebraico, assim como em português, a palavra "terra" (erets) pode significar o "planeta terra", "o pó da terra" ou uma região geográfica, como a "terra de Israel". Sendo assim, alguns acham que é possível que o significado da palavra terra em Gn 2 tenha sentido diferente do que em Gn 1. Por exemplo: 

Gn 2:4: erets = planeta terra

Gn 2:5-6: erets = terra da Mesopotâmia (Éden)

Gn 2:7: erets = pó da terra

Assim, em Gn 1 Deus descreve a criação do planeta terra, ao passo que em Gn 2:5-25 Deus descreve a criação do jardim do Éden na terra da Mesopotâmia. Então, Deus criou as plantas do planeta terra (no terceiro dia) antes de criar o homem do pó da terra (no sexto dia). Depois, Deus plantou um jardim na terra (da Mesopotâmia) e colocou o homem lá (ainda no sexto dia).

Ainda com relação a diferentes significados para a mesma palavra, em hebraico, o termo "dia" (yom) pode significar um período de 24 horas (Ex 16:26), somente o período do dia em que o sol brilha (Gn 1:16; 31:40), a própria luz do dia (Gn 1:5), um período de tempo indefinido (Gn 2:4)  ou o momento ou data de um evento marcante (Nm 25:18; Is 13:9). Será possível que os dias de Gn 1 podem representar um período de tempo maior do que 24 horas? O fato de Gn 1 usar a descrição "tarde" e "manhã" para os seis primeiros dias sugere dias de 24 horas, assim como a comparação com os dias da semana (Ex 20:11). Mas será que é heresia pensar que isto seja apenas uma comparação simbólica, expressando sete etapas em que Deus efetuou atos de criação? Por que o sábado de Gn 1 não tem tarde e manhã? Deus ainda está descansando da criação? Em caso afirmativo, o sétimo dia ainda não acabou e, portanto, teve mais de 24 horas? 

Apesar de a Bíblia não nos informar a idade do Universo ou da Terra, uma leitura direta de Gênesis sugere um universo criado há poucos milhares de anos. Por outro lado, mesmo com uma leitura direta, muitas questões permanecem em aberto e qualquer tentativa de resposta deve recorrer a especulações sobre o que não está explícito no texto. Além disso, existem fortes evidências científicas que apontam para um universo com alguns bilhões de anos. É desconfortável a ideia de se reinterpretar o primeiro capítulo de Gênesis à luz de descobertas da ciência moderna. Afinal de contas, não queremos que cientistas incrédulos nos digam como interpretar a Palavra de Deus. Entretanto, devemos admitir que isto tem acontecido periodicamente ao longo da história, especificamente com relação a passagens que descrevem como a natureza funciona (nunca com relação às doutrinas cardinais do Cristianismo). Por exemplo, a interpretação de que o firmamento é uma abóbada sólida sustentada por colunas (Jó 26:11) onde os astros estão presos (Gn 1:17) foi abandonada com o tempo; a interpretação de que a terra está sustentada por colunas (Jó 9:6) foi abandonada com o tempo; a interpretação de que o sol e as estrelas giram em torno da terra (Js 10:13) foi abandonada com o tempo. Por causa de observações científicas, concluímos que tais textos usam uma linguagem "acomodada" ou adaptada ao entendimento científico dos homens da época. Deus não teve a intenção de ensinar mecânica celeste aos povos antigos. Será que o mesmo não poderia se aplicar aos dias de Gênesis 1? Afinal, se hoje eu não consigo conceber o que são 1 bilhão de anos, como Moisés poderia ter entendido isto se Deus tivesse descrito a criação desta maneira? Não sei nem se eles tinham um número para descrever uma quantidade tão grande no hebraico antigo. 

Conclusão

Eu sempre entendi que a ciência comprovada não pode contradizer as Escrituras corretamente interpretadas. Posso estar errado, mas creio que o tempo se encarregará de resolver a questão da idade da terra (e consequentemente a duração dos dias de Gênesis), assim como resolveu as outras questões mencionadas no parágrafo anterior. Por enquanto, acho que devemos ser cautelosos e não dogmáticos quanto a este assunto, admitindo nossa ignorância na interpretação de partes deste texto e na dificuldade científica de se reconstruir o passado com base em observações do presente. E que quaisquer tentativas de harmonização entre as teorias científicas e a Bíblia possam respeitar o texto que nos foi dado por Deus. No final, é bem possível que simplesmente tenhamos que conviver com as dúvidas e caminhar pela fé.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Evolução III: Observatório da imprensa


O trecho a seguir é de uma notícia publicada na edição online do Estado de S. Paulo de 11 de abril de 2013, intitulada "Detalhes de um ancestral humano":

Seis trabalhos publicados na edição desta semana da revista Science revelam novos detalhes anatômicos e comportamentais (inferidos da anatomia) do hominídeo Australopithecus sediba, uma espécie ancestral da linhagem humana que viveu cerca de 2 milhões de anos atrás...Os pesquisadores não sabem exatamente em que galho da árvore evolutiva colocar a espécie, mas acreditam que o A. sediba foi mesmo um ancestral direto do gênero Homo, que deu origem ao Homo erectus, ao Homo neanderthalensis e a nós, Homo sapiens.

Quando o autor menciona “os pesquisadores”, entenda-se o Dr. Lee Berger, paleoantropologista da Universidade de Witwatersrand, Johannerburg, que foi quem descobriu os fósseis. Ele e sua equipe “...acreditam que o A. sediba foi mesmo um ancestral direto do gênero Homo”. O resto da comunidade científica não está tão certa disto, como pode ser notado pelos próprios artigos da Science, citados na matéria do Estado de S. Paulo. Como exemplo, reproduzo abaixo dois parágrafos do artigo de Michael Balter, Candidate Human Ancestor From South Africa Sparks Praise and Debate, Science, 9April 2010, Vol. 328 no. 5975 pp. 154-155 

o grupo (liderado por Lee Berger) diz que a nova espécie pode ser o melhor candidato conhecido para ancestral imediato de nosso gênero, Homo. A última alegação é forte e, no momento, poucos cientistas estão prontos a acreditar nisso.” (Ênfase minha)

'Dada sua idade avançada e a anatomia de Australopitecus, ele (o novo fóssil) contribui pouco para o entendimento da origem do gênero Homo', diz (Tim) White (paleoantropologista da Universidade da Califórnia, Berkeley).” (Ênfase minha)

Às vezes, a imprensa de massa omite alguns detalhes das matérias científicas para facilitar a leitura pelo público leigo. Mas, como dizem, “the devil is in the details...”

p.s. Veja também o post: Evolução II

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Vídeo blog: Por que sou um Cristão?

Qual a diferença entre o Cristianismo e as outras religiões? A fé Cristã pode ser defendida racionalmente? Conhecer os melhores argumentos em defesa do Cristianismo é necessário, ou mesmo suficiente, para se crer em Jesus?

Links relacionados:
Somente Cristo: Por que sou um Cristão?
Myth #2: Pagan Parallels in the Mystery Religions

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Vídeo blog: Em nome de Jesus

Você já levou o nome de Deus em vão hoje? A maioria dos Cristãos brasileiros provavelmente levou. Você possivelmente segue alguns dos ensinos do movimento "Palavra de fé", cuidado para não cair no engano de falsos profetas. Este vídeo está relacionado com o post: O Profeta

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Jogo dos Erros: Arminianos x Calvinistas

Ok, essa NÃO é a forma correta de se discutir este assunto, pois os versos abaixo são dados fora de seu contexto. Mas não pude resistir a esta brincadeira, e ela pode levar o leitor a pensar mais a fundo sobre os textos. Sendo assim, encontre os erros nas seguintes citações dos versículos Bíblicos.


Jogo dos erros para arminianos:

Jo 6:37 – “Todo o que vem a mim o Pai me dá; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.”

Jo 6:44 – “o Pai que me enviou não pode trazer ninguém que não vem a mim; e eu o ressuscitarei no último dia.”

At 13:48 - “E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e todos quantos creram foram ordenados para a vida eterna.”

Jo 10:26 – “Mas vós não sois das minhas ovelhas porque não credes, como já vo-lo tenho dito.”

Rm 9:21-22 - "Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro também para honra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua graça, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da honra, preparados para a salvação;"

Ef 1:5 – “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de nossa vontade”

Jo 15:16 – “Não escolhi a vós, mas vós escolhestes a mim, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.”

Mt 22:14 – “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhem.”

II Tm 1:9 – “que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme nossa própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, quando cremos.”


Jogo dos erros para calvinistas:

Jo 3:16 - "Porque Deus amou os eleitos de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

I Tm 2:4 – "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os eleitos se salvem, e venham ao conhecimento da verdade."

I Tm 2:6 – "O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos os eleitos, para servir de testemunho a seu tempo."

I Jo 2:2 – "E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos eleitos de todo o mundo."

I Tm 4:10 – "Porque para isto trabalhamos e lutamos, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os eleitos, principalmente dos fiéis."

Jo 1:12 – “Mas, todos aos quais foi dado o poder de serem feitos filhos de Deus, o receberam, e creram no seu nome”

At 16:31 – “E eles disseram: Sê salvo e crerás no Senhor Jesus Cristo, tu e a tua casa”

Mt 11:28 – “Ficai onde estais, todos os eleitos que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”

Ap 22:17 – “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, fique onde está; e quem for eleito e regenerado, receberá de graça da água da vida.”

Rm 10:9 - "A saber: Se fores salvo, com a tua boca confessarás ao Senhor Jesus, e em teu coração crerás que Deus o ressuscitou dentre os mortos."

Conclusão: Confuso? Se quiser saber qual é a minha posição sobre isso, cheque o post “Com apelo ou sem apelo?” e os links ali relacionados.