sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ciência e Fé



Fonte: http://www.gilessparrow.com/spaceart.html


No artigo anterior, mencionei três dos ataques mais comuns sofridos pelo cristianismo: o deboche dos ateus e sua descrença em Deus; a descrença no Cristo Bíblico e na ressurreição; e a descrença nas Escrituras por meio da crítica textual. Mas, o maior ataque de todos vem contra o livro de Gênesis e seus relatos da criação e de outros eventos, tais como o dilúvio e a torre de Babel. A visão de mundo Bíblica difere daquela apresentada pela maioria dos cientistas, tanto astrônomos quanto biólogos, geólogos, paleontólogos, etc. Será possível que estão todos errados em suas pesquisas? Será que a Bíblia é só um livro escrito por homens, baseado em relatos antigos, lendas e mitos? É claro que não cremos nisto, mesmo porque, Jesus acreditava plenamente no Gênesis e até fez menção de textos referentes a Adão, Eva e Abel (Mc 10:6-8, Mt 23:35). Mas, então, como responder à avalanche de evidências que parecem contradizer a Bíblia?
Vou fazer algo um pouco estranho agora. Vou fazer o papel de “advogado do diabo”, ou seja, vou apresentar uma série de fatos que ilustram a ignorância dos religiosos ao longo dos séculos com relação a assuntos científicos e como a Bíblia tem sido usada para defender mentiras. Vou fazer isto com um único objetivo: fortalecer suas convicções Bíblicas. Isto mesmo, vou combater a religião para fortalecer a fé. É necessário que eu faça isto, pois se eu não fizer, mais cedo ou mais tarde alguém vai lhe apresentar estes mesmos fatos para tentar destruir sua fé. Como você já os viu aqui, não vai ser pego desprevenido. Então, prepare-se que lá vai:
Antípodes é uma palavra usada para designar o outro “lado do mundo”, ou ainda “os habitantes do outro lado do mundo”. Durante muito tempo, antes de o homem ocidental descobrir a América, se discutia muito sobre a existência de habitantes nestas terras. Veja o que alguns clérigos andaram dizendo sobre este assunto: 
"É absurdo demais que alguns homens possam ter tomado um navio e atravessado o oceano inteiro e cruzado deste lado do mundo ao outro, e que até mesmo os habitantes daquela região distante sejam descendentes do primeiro homem.", Agostinho de Hipona (354-430 A.D.), A cidade de Deus, Cap. 9 
"Se há homens do outro lado da Terra, Cristo deve ter ido lá e sofrido uma segunda vez para salvá-los; e, portanto, deve ter havido lá, uma cópia duplicada do Éden, Adão, a serpente e o dilúvio.", Procópio de Gaza (465-528 A.D.) 
"Os apóstolos foram ordenados a ir a todo o mundo e pregar o evangelho a todas as criaturas; eles não foram a nenhuma parte do mundo tal como as antípodes; eles não pregaram para nenhuma criatura lá; logo, as antípodes não existem.", Tostatus, monge espanhol (1400-1455 A.D.) 
Aqui, a dificuldade de entender a soberania de Deus na salvação/perdição de pessoas que não ouviram falar de Jesus foi o motivo para que homens usassem a Bíblia para combater idéias científicas que depois se mostraram como fatos irrefutáveis, levando a uma reavaliação do pensamento teológico da época. 
Heliocentrismo é a idéia de que a Terra e os planetas do nosso sistema giram em torno do Sol, ao contrário do geocentrismo, que diz que o Sol e os planetas giram em torno da Terra. Durante muitos séculos, o geocentrismo dominou o pensamento humano, e os primeiros cientistas a pregarem o heliocentrismo foram duramente combatidos. Repare nas seguintes pérolas teológicas de alguns dos nossos heróis da fé: 
"As pessoas dão ouvidos a um astrólogo que se esforça para mostrar que a terra se move, e não os céus ou o firmamento, o Sol e a lua...Este tolo deseja reverter toda a ciência da astronomia; mas as sagradas Escrituras nos dizem que Josué disse para o Sol parar, não a Terra.", Lutero (1483-1546 A.D.) sobre Copérnico, defensor do heliocentrismo, citado em Theodore G. Tappert, editor and translator, "Table Talk," Luther's Works, Vol. 54, Philadelphia: Fortress Press, 1967, pp. 358-359. 
"Aqueles que dizem que a terra se move...[são] motivados por 'um espírito de amargura, contradição, e busca por erros'; possuídos pelo demônio, eles querem perverter a ordem da natureza.", João Calvino (1509-1564 A.D.), sermão no. 8 sobre 1 Coríntios, 677 
Hoje, o conhecimento da astronomia nos levou a reinterpretar o texto do dia longo de Josué como sendo apenas a descrição do ponto de vista de alguém em um referencial na terra. Logo, Josué viu o Sol parado e escreveu o que viu. Mas o que realmente aconteceu com o sistema solar naquele dia permanece um mistério. (Nota: dizem que os chineses têm em seus relatos históricos uma descrição de um dia longo na mesma época do dia de Josué, mas ainda estou procurando confirmação sobre esta informação). Nota-se que o objetivo da Bíblia não é ensinar mecânica celeste, mas relatar um fato com linguagem simples e glorificar a Deus por isto. Mas, alguns cristãos ainda não se conformam com isto: 
"Aos Cristãos e Judeus é apresentado um evento histórico real em Josué 10:12-14. Deus escreveu no verso 13 que "o sol se deteve, e a lua parou". Deus disse ou não disse... Deus não pode emitir uma inverdade e precisamos concluir que a Bíblia ensina, em Josué 10:13 e outras passagens, que o universo gira em torno da terra uma vez por dia, carregando o sol, a lua e as estrelas com ele, independetemente do que textos introdutórios de astronomia possam dizer...a escolha é entre a Bíblia e os textos introdutórios de astronomia: Em qual você vai acreditar?", The Association of Biblical Astronomy: www.geocentricity.com (2011)
Eu garanto que você nunca vai conseguir calcular com precisão as trajetórias dos planetas se adotar um ponto de vista geocentrista. Muitos tentaram durante séculos, mas fracassaram.
Sobre a explosão de estrelas (supernovas), que observamos hoje em imagens de telescópios:
"O pecado é o responsável pelas catástrofes cósmicas, tais como explosões de estrelas... Não havia morte de estrelas antes da queda.", Dr. Jonathan Henry, Prof. do Clearwater Christian College 
Como assim não havia supernovas antes da queda?! Onde está escrito isto? Eu sei que a criação geme por causa do pecado e o pecado trouxe a morte, mas o Dr. Henry está extrapolando a idéia, fazendo doutrina de algo que a Bíblia não diz.
Costuma-se dizer que a Bíblia propriamente interpretada e a ciência comprovada nunca irão se contradizer. Isto é verdade, mas existe um problema nesta afirmação: como você vai provar algo cientificamente além de qualquer dúvida razoável? Além disso, a fé explica quem criou o universo e porque estamos aqui; a ciência, por outro lado, tenta explicar como as coisas surgiram, sem se preocupar com o sentido da vida. Logo, a fé precisa ensinar que Deus interfere na criação por meio de milagres que desafiam as leis naturais. Só não sabemos exatamente quando e onde isto aconteceu. Por exemplo, que partes do mundo ou do universo foram criadas por Deus a partir do nada e que partes se formaram por causas naturais? A ciência não pode se utilizar de explicações que se baseiam em milagres que vão contra as leis naturais, pois se ela fizer isto não vai obter as respostas que está procurando. Por exemplo, se eu, como cientista, estou procurando descobrir como são formadas as estrelas, não posso simplesmente dizer: Deus criou as estrelas. Esta resposta é perfeitamente aceitável do ponto de vista da religião, mas para a ciência, ela não acrescenta muita coisa. Eu não aprendo nada sobre a física das estrelas com esta resposta. A pergunta permanece: como Ele criou as estrelas? Resposta: "Criou pela Sua palavra, ora". Sim, mas depois que Ele falou, o que aconteceu? Elas apareceram do nada já prontas ou se formaram a partir da matéria que Ele havia criado no instante inicial? Existe um mecanismo físico, com leis naturais que Ele criou para que elas se formassem? Para descobrir a resposta, tenho que supor que este mecanismo existe, não dizer simplesmente: foi um milagre. É verdade que foi milagre, mas como foi feito? A maioria das pessoas não vai se interessar por isto, mas a verdade é que estamos observando discos de acreção semelhantes à imagem acima, em que planetas e estrelas estão sendo formados (ou estavam, há milhares de anos, pois sua luz demorou a chegar até nós). Você não precisa saber sobre isto, não é um assunto essencial, mas não devíamos tratar a investigação científica como se fosse uma ameaça, nem a ignorância como se fosse uma virtude. A ciência é uma ameaça nas mãos de homens incrédulos que a usam para negar o Criador. Nas mãos de servos de Deus, deveria ser usada para glorificar o Criador. O inimigo não é a ciência, mas o mal uso dela. Afinal, é graças aos cientistas que você está usando o computador para ler este artigo hoje. Ciência e fé precisam fazer as pazes, pelo menos na cabeça dos crentes. O mundo nunca vai aceitar a autoridade da Bíblia, mas nós podemos ser crentes e cientistas sem comprometer nossos valores e convicções. Seremos sempre zombados pelos colegas de trabalho, mas poderemos dar nossa contribuição profissional para a sociedade sem crise espiritual. Haverá momentos em que será necessário rejeitar as teorias científicas por estarem em clara contradição com o relato Bíblico, mas não podemos nos precipitar em nossas conclusões para não cairmos nos mesmos erros que vários Cristãos do passado, como mostrei acima.
Então, como isto tudo se encaixa em Gênesis 1? Isto é assunto para o próximo post.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Apologética


Apologética é a parte da teologia destinada a defender a fé contra os ataques dos adversários. Mais cedo ou mais tarde, todo mundo acaba se deparando com situações em que precisa responder a ataques contra sua fé. Nestas horas, um pouco de conhecimento sobre os argumentos básicos dos adversários é bastante útil. Neste post eu resolvi abordar os argumentos de três dos mais famosos inimigos da fé cristã atualmente. São intelectuais que têm militado contra a Bíblia e instruído milhões de incrédulos a duvidarem ainda mais e que têm tentado, se possível, enganar até os próprios eleitos. Não tenho intenção de refutá-los detalhadamente, apenas vou resumir o que considero que são seus principais argumentos, para que você não seja pego de surpresa em alguma discussão. As respostas que eu apresento abaixo são simplistas, mas são suficientes para quem crê. Não tenho intenção de convencer incrédulos e céticos com argumentação lógica. Só o Espírito Santo pode fazer isto por meio da pregação do evangelho (ver post "Por que sou um Cristão?").

Richard Dawkins
O zoólogo Richard Dawkins, ex-professor da Universidade de Oxford, diz que "Deus é um delírio". Você não pode provar que Deus existe e a ciência não precisa de Deus para explicar a origem da vida e do universo, portanto, Deus é fruto da imaginação humana. O resto do que Dawkins diz é puro deboche da Bíblia.
Resposta: tá certo, Richard. Se você acha que não existe espírito, Deus ou propósito no universo, então você é só um monte de carne e ossos que está falando por acaso, fruto de um acidente. Sendo assim, por que eu deveria prestar atenção no que você diz? Na verdade, não faz diferença se estamos vivos ou mortos, não somos mais do que uma coisa que apareceu e vai desaparecer daqui a pouco. Se você quer acreditar nisto ou se isto te faz se sentir mais inteligente, não há o que discutir. Mas você vai ter que encarar o Juízo Final assim mesmo.
Sl 19:1 - "OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos."
Rm 1:18-20 - "Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;"

John Dominic Crossan
John Crossan foi co-fundador do seminário Jesus, criado nos anos 80 para desacreditar o relato dos evangelhos. Em seu livro "Quem matou Jesus?", ele afirma que a história de Jesus contada nos evangelhos canônicos não passa de um conjunto de invenções baseadas nas profecias do Velho Testamento sobre Jesus. Ele defende que as pessoas foram inventando estas estórias nos 2 primeiros séculos e elas acabaram sendo aceitas como verdades.
Resposta: tudo bem, ele pode achar o que quiser. Não há como ele provar a posição dele e nem nós a nossa. Mas nós, pelo menos, temos milhares de manuscritos antigos contando a história de Jesus e o testemunho dos pais da igreja sobre a morte dos apóstolos por causa da fé. John Crossan acha que um bando de pescadores analfabetos e um grupo de mulheres neuróticas inventaram uma estória que ia contra o judaísmo dos fariseus e por alguma razão esta estória fez sucesso, se espalhou com velocidade alucinante pelo mundo todo, as pessoas enlouqueceram, resolveram morrer por esta mentira, e o mundo ficou de pernas pro ar. É uma possibilidade, mas eu prefiro acreditar na versão contada pelos apóstolos.
John Crossan dá tanto valor aos evangelhos canônicos quanto aos gnósticos. Aliás,ele acha que os evangelhos canônicos copiaram do evangelho de Pedro (que não foi escrito por Pedro). Eu li este evangelho gnóstico. Dá uma olhada no texto abaixo, que narra a ressurreição:
"E enquanto estavam relatando o que tinham visto, viram novamente três homens saírem do sepulcro, dois deles apoiando o outro, e uma cruz que os seguia, e as cabeças dos dois tocavam os céus, mas a cabeça daquele que apoiavam, conduzindo pela mão, ultrapassava os céus. E ouviram uma voz vinda dos céus, gritando: "Pregaste para os que dormem? E da cruz foi ouvida a resposta: 'Sim.' "
A Bíblia está cheia de milagres que aceitamos e os céticos debocham, mas cabeças gigantes? Com uma cabeça destas, Jesus teria sido visto em todo o oriente médio. E depois perguntam porque os evangelhos gnósticos não foram aceitos pela igreja...

Bart Ehrman
Você sabe o que dizem por aí: a idéia de inerrância da Bíblia é ridícula, pois a Bíblia contém erros claros, até mesmo de ortografia. As pessoas repetem isto, mas em geral não são capazes de apontar os erros individualmente. Poucos são bem informados neste assunto. Para começar, no sentido mais estrito, a idéia de inerrância se aplica aos textos originais, não às suas cópias e traduções. Mas, então, se não temos os originais, como sabemos que o texto que temos hoje é confiável? Bart Ehrman, em seu livro "Jesus, interrompido", garante que o Novo Testamento não é confiável, pois é impossível saber o que foi escrito originalmente devido aos erros introduzidos intencionalmente ou acidentalmente nas cópias. Bart Ehrman é talvez a maior autoridade no mundo acadêmico sobre manuscritos da Bíblia e crítica textual. Ele discutiu este assunto em 2009 com o evangélico James White no debate "Did the Bible misquote Jesus?". Aqui vai um resumo dos principais argumentos dos dois:
Ehrman: Existem aproximadamente 5500 manuscritos do Novo Testamento, e existem em torno de 400.000 diferenças entre eles. Isto é mais do que o número de palavras no Novo Testamento. A grande maioria destas diferenças não tem importância. São erros acidentais, facilmente detectáveis, tais como erros de ortografia e palavras ou linhas omitidas por engano ou descuido. Outros são mudanças intencionais no texto. Ele cita a história da mulher pega em adultério em João 7-8 e os últimos 12 versículos do evangelho de Marcos, que segundo ele, provavelmente não se encontram no texto original. Na verdade, não temos os originais nem as primeiras cópias dos originais. Portanto, é inútil tentar reconstruir o texto do Novo Testamento, nunca saberemos ao certo o que foi escrito inicialmente. Se Deus inspirou os originais, por que não cuidou para que as cópias fossem inspiradas também?
White: É verdade que existem mais variações entre os manuscritos do que palavras no Novo Testamento. Quanto mais cópias de manuscritos você tem, mais variações serão encontradas. O Novo Testamento possui mais manuscritos do que qualquer outro texto da antiguidade, com 1 milhão e 300 mil páginas de texto escritas à mão. Mas, a grande maioria destas diferenças é totalmente irrelevante para o entendimento e tradução do texto, como Ehrman mesmo admitiu. Existem entre 1500 e 2000 variações relevantes, que precisam ser estudadas com mais cuidado. Pode parecer muito, mas isto constitui apenas 1% do texto do Novo Testamento.

As variações nos manuscritos do Novo Testamento refletem a rápida divulgação do texto nos primeiros séculos da era cristã. Assim que uma carta apostólica era recebida em uma comunidade, cópias eram feitas e distribuídas, havendo diversas linhas de transmissão independentes que podem ser usadas hoje para confirmar a veracidade do texto. Não existia uma autoridade central controlando as cópias, o que é bom, pois se houvesse tal autoridade, seria possível acusá-la de introduzir ou omitir textos intencionalmente. Deus escolheu preservar o texto da Bíblia através da rápida multiplicação das cópias. Isto garantiu que ninguém pudesse destruí-lo. Mesmo quando erros foram introduzidos por escribas, estes podem ser detectados por comparação com outras famílias de cópias. O trabalho é árduo e ainda existem várias passagens que são discutidas pelos especialistas, mas de forma alguma alguém pode dizer que o texto não é confiável ou que não sabemos o que Deus nos transmitiu. Na verdade, White defende que temos o texto original completo à nossa disposição nos manuscritos. O desafio é separar aquilo que foi acrescentado ou omitido (por engano ou intencionalmente) em alguns conjuntos de cópias, mas nada do que Deus quis que soubéssemos se perdeu definitivamente com o tempo. Deus inspirou e preservou Sua Palavra. Embora isto não possa ser provado, também não pode ser desprovado, e aceitamos pela fé. Só porque Deus não fulminou cada pessoa que cometeu algum erro enquanto copiava algum manuscrito, não quer dizer que Ele não preservou Sua Palavra. Do mesmo jeito hoje, se eu digitar errado algum versículo da Bíblia, Deus não vai impedir que este texto com erro seja publicado na internet. Mas, graças a Deus, Ele preservou milhões de outras cópias do Texto Sagrado que podem ser usadas para detectar meus erros de digitação. Isto se chama Providência.
Uma nota final sobre este assunto. O Velho Testamento foi escrito em hebraico e aramaico, mas os autores do Novo Testamento citam o Velho Testamento em grego, muitas vezes fazendo uso da famosa tradução "Septuaginta". Se Jesus e os apóstolos não achavam que era um problema usar uma tradução com diferenças em relação ao texto original, nós também não deveríamos nos preocupar tanto com pequenas diferenças que existem entre os manuscritos originais da Bíblia e suas cópias e traduções. A Bíblia que compramos na livraria ainda é a Palavra de Deus.